Um estudo inédito elaborado pela LCA Consultores, a pedido da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), mostra que as plataformas digitais de intermediação do transporte de pessoas e de bens impactaram positivamente o mercado de trabalho, aumentando a renda dos profissionais que usam os apps como ocupação principal, elevando o nível de ocupação e reduzindo o desemprego.
De acordo com a análise, feita a partir dos dados da PNAD Contínua do IBGE realizada no 3º trimestre de 2024, os motoristas plataformizados no Brasil que usam os apps como ocupação principal ganham em média R$ 2.648 mensais, 11% a mais que os profissionais da mesma categoria que trabalham fora das plataformas. O ganho superior é verificado em todas as regiões do Brasil.
A renda média por hora do motorista plataformizado que tem nos apps sua ocupação principal também é superior à dos trabalhadores não plataformizados, na média brasileira.
As empresas de mobilidade geram oportunidades para trabalhadores de baixa qualificação e reduzem a desigualdade de renda por escolaridade. O estudo revela que os trabalhadores plataformizados sem instrução ou com fundamental incompleto ganham R$ 1.941,00, contra R$ 1.786,00 entre os não plataformizados. Os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto também percebem uma renda maior frente aos trabalhadores fora das plataformas, com ganhos de R$ 2.348,00, frente a R$ 2.019,00.
No caso dos entregadores, a renda média mensal do trabalhador que usa a plataforma como ocupação principal chega a ser 35% maior que do profissionais não plataformizados (R$ 2.247), com exceção da região Sul do país. A renda média por hora do entregador plataformizado é 23% superior à do entregador não plataformizado. Considerando o ganho por hora, tanto os motoristas quanto os entregadores que se utilizam das plataformas para obter renda apresentam renda média superior ao salário-mínimo brasileiro por hora.
Ao aumentar a renda e remuneração por hora de trabalho, as plataformas de mobilidade consequentemente promovem redução de desigualdades no mercado de trabalho, gerando oportunidades especialmente para trabalhadores com até o Ensino Médio completo.
“A diferença de renda é, em alguma medida, explicada pela oportunidade que os motoristas plataformizados têm de trabalhar horas a mais e, com isso, acumular maiores ganhos, o que em geral não acontece com motoristas com empregos tradicionais que possuem hora fixa de trabalho (não podem trabalhar nem mais nem menos)”, aponta o estudo. “Mas as horas trabalhadas não são as únicas responsáveis pela renda média maior dos motoristas plataformizados.
O mercado de plataformas chegou, em 2025, a 2,2 milhões de trabalhadores plataformizados. Esse volume representa 1,9% da força de trabalho nacional, tendo quase quadruplicado sua participação desde 2015. “As plataformas digitais que fazem a intermediação do transporte de pessoas e bens estão consolidadas como parte do cotidiano de consumo das famílias brasileiras e, como tem se comprovado, impactaram de forma positiva também o mercado de trabalho, gerando ganhos incontestáveis a profissionais que delas se utilizam como principal ocupação ou como forma de obter renda complementar”, afirma André Porto, diretor-executivo da Amobitec.
Veja a íntegra do estudo neste link.
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